Nesta selva urbana, Onde o mundo é mudo Nascem pequenas flores Que nos fzem ver a beleza de algo natural Perante as torres de pedra E pessoas de metal...
Ficamos quietos sentimos o denso envolver ficamos quietos a vê-lo querer. cobre-nos as pernas não nos deixa caminhar cobre-nos as mãos ficamos sem puder gatinhar cobre-nos a boca esquecemo-nos de falar cobre-nos os olhos já há muito que não víamos os ouvidos esses, estavam esquecidos com o tempo a serpentear a passar, a morrer…. e nós a fechar os olhos, que já não viam, mesmo abertos! Envoltos num cobrir de ombros cheios de nada impregnados de ausência de movimentos que nos fazem estrada, quando devíamos ser caminhantes.
Espalho o mar pelos meus pés Mergulho de uma só vez Que o mundo não pára de girar. Tudo morre na ponta do pincel Que torneia as formas Na fragilidade do papel Cada traço flamejante Derrete um pouco de tempo Enquanto nasce o coração Enquanto morre a embalagem E tudo o que fica é uma miragem Memoria de um lugar chamado gente. Tudo nasce e morre na dança de um vulto Que se espalha pelo mundo Em cor e sabor Em cheiro e toque Um som estridente que nasce do nada Só para se tornar gente. Um passo, um só passo E a carne é pó, Um passo, um só passo E o mundo sopra.
Se a felicidade for só um lugar, Quero lá estar, sonhar, voar. E se ficar bem alto, E tiver medo de cair Agarro-me ao medo E continuo, continuo a subir Deixo para trás a simples desejo Para que ele me retorne embrulhado Num papel refinado De uma flor a desabrochar num beijo. Se um dia eu parar de a procurar, Lembrem-me por favor do mar Que vai e volta, mas continua sempre a amar Para a sua eterna noiva, a areia, que o faz acalmar. Lembrem-me que a felicidade se perde na ponta de um dedo E se ganha quando deixamos de viver pelo medo…
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adorei :)