Nesta selva urbana, Onde o mundo é mudo Nascem pequenas flores Que nos fzem ver a beleza de algo natural Perante as torres de pedra E pessoas de metal...
Ficamos quietos sentimos o denso envolver ficamos quietos a vê-lo querer. cobre-nos as pernas não nos deixa caminhar cobre-nos as mãos ficamos sem puder gatinhar cobre-nos a boca esquecemo-nos de falar cobre-nos os olhos já há muito que não víamos os ouvidos esses, estavam esquecidos com o tempo a serpentear a passar, a morrer…. e nós a fechar os olhos, que já não viam, mesmo abertos! Envoltos num cobrir de ombros cheios de nada impregnados de ausência de movimentos que nos fazem estrada, quando devíamos ser caminhantes.
Cala o mundo, Solta o desejo profundo, Que te apaga e te acende Que te solta e te prende! Sabes quem és? Onde existes e estás? O mundo que tens a teus pés É prova do que a tua mão faz… Descalça os pés, Trocas as mãos Tocas o encanto dos sãos, Que em ti, esperam o que não vês… Olha para ti! Rasga os papeis, Aqueles que escreveram de ti, fieis! Pensa em tudo o que de ti, senti! Lembra quem és, Esquece quem foste Isso vai lés, Não é mais que recordação. É tempo de sacudir a areia Lembrar a lição, Grande, derradeira! E seguir caminho de coração!
Somos loucura em terra de paz No amor, na guerra, Somos som que se desfaz, Fragilidade que o tempo encerra. Fazemos das armas mais mortíferas Pequenas feras com espaços Que se desfazem nos olhos E se espalham pelos passos Dardos lançados sem remorsos. Águas soltas, Sem pensamento. Palavras revoltas, Partem o momento.
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adorei :)