Hoje não acredito em nada do que me dizem, tudo me soa a mentira e palavras engomadas antes de serem servidas. Tudo me soa a uma terna ironia que a vida faz questão de nos mostrar aos poucos. E as pessoas, são mentirosos com sorrisos no rosto e vazio no coração. Falam verdade com os lábios e mentem com todo o corpo. Não confio em ninguém, não o posso fazer, tudo o que dei de mim, quando não tinha mais para dar recebi só pedaços de papel com pequenos espinhos que se entranhavam na carne enquanto desembrulhava o papel. Hoje sinto-me só. Mas só hoje, sinto-me revoltado com o mundo. Hoje, só hoje.
Nevoeiro
Ficamos quietos sentimos o denso envolver ficamos quietos a vê-lo querer. cobre-nos as pernas não nos deixa caminhar cobre-nos as mãos ficamos sem puder gatinhar cobre-nos a boca esquecemo-nos de falar cobre-nos os olhos já há muito que não víamos os ouvidos esses, estavam esquecidos com o tempo a serpentear a passar, a morrer…. e nós a fechar os olhos, que já não viam, mesmo abertos! Envoltos num cobrir de ombros cheios de nada impregnados de ausência de movimentos que nos fazem estrada, quando devíamos ser caminhantes.
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O mundo, infelizmente, prega-nos partidas desagradáveis com as quais acabamos dolora mas felizmente por aprender. Talvez o que mais me custe seja enfrentar pessoas cinicas e com um sério défice de integridade...
Um beijinho de boa semana, Sofia